Esse é um manifesto daqueles que acreditam que é possível construir uma SP sem LGBTfobia, racismo, misoginia ou qualquer forma de intolerância.
Se você acredita em uma política feita para os jovens, para a classe trabalhadora e em defesa das minorias sociais, preencha o formulário ao lado!
Venha fazer parte do maior time de caçadores de homofóbicos que o Brasil já viu! Logo abaixo você confere o manifesto na íntegra.
Preencha seus dados para assinar o manifesto.
Todo ano, o Brasil registra milhares de casos de LGBTfobia. Eu fui um deles.
A naturalização cotidiana da brutalidade nos acostuma a desumanizar os números. Mas o que acontece quando você é o número?
Há uma diferença enorme entre conhecer uma estatística e habitá-la. Enquanto ela pertence aos outros, conseguimos discuti-la com a distância confortável de quem observa um problema. Quando passa a nos incluir, descobrimos que nenhum dado é abstrato. Todo número tem um rosto, uma família, uma história e um futuro colocado em suspenso pela violência.
Muita gente passou a conhecer meu nome por causa da agressão homofóbica que sofri em uma padaria. Mas o que aconteceu comigo acontece diariamente com milhares de brasileiros cuja violência não foi registrada por uma câmera e cuja história não recebeu a atenção da imprensa.
Aprendemos a tratar injustiças como dramas privados, reduzidos à capacidade individual de superação de quem os enfrenta. Admiramos quem resiste, celebramos quem consegue seguir em frente e, sem perceber, deixamos intactas as estruturas que fazem novas vítimas ocuparem o lugar das anteriores.
Essa lógica nunca me convenceu. Se uma violência nasce de uma sociedade que distribui proteção, reconhecimento e oportunidades de forma desigual, ela não pode ser enfrentada apenas no plano individual. A coragem de uma vítima pode inspirar outras pessoas, mas nenhuma coragem, por maior que seja, transforma sozinha as instituições, a cultura e os valores que permitem que a violência continue se repetindo.
Enfrentá-la exige políticas públicas e leis, mas também organização social, solidariedade e uma mudança profunda na forma como reconhecemos e cuidamos uns dos outros. A política existe precisamente porque há problemas que ninguém consegue resolver sozinho. Foi essa compreensão que me trouxe até aqui: a resposta precisa ser coletiva.
Denunciar é expor a ferida. Mas, para transformá-la, é preciso organizar pessoas. A indignação é indispensável, mas se esgota quando não encontra um projeto capaz de virar mudança concreta. Talvez um dos maiores triunfos de quem lucra com a desigualdade seja nos convencer de que basta se indignar, como se a revolta, por si só, pudesse mudar a realidade.
Toda conquista democrática que hoje parece natural começou quando alguém decidiu organizar o que até então era vivido como sofrimento individual. Os direitos trabalhistas não surgiram porque os trabalhadores eram resilientes. O voto feminino não nasceu da coragem isolada de algumas mulheres. A democracia e os direitos sociais nunca foram presentes dos poderosos. Em todos esses casos, a dor deixou de ser privada e se transformou em força política.
Toda injustiça produz indignação. Todos os dias, milhões de pessoas em São Paulo se indignam com o aluguel que não cabe no salário, com os serviços públicos que não funcionam, com o tempo perdido no trânsito, com a poluição que adoece e com a sensação de que trabalhar cada vez mais significa viver cada vez pior. Indignam-se com uma cidade e um estado que concentram riqueza, mas ainda negam a tanta gente condições básicas para viver com dignidade. Essa indignação é real, mas muitas vezes permanece fragmentada, como se cada dificuldade fosse um problema individual.
Quando reconhecemos que essas experiências fazem parte de uma realidade compartilhada, abre-se a possibilidade de organização. É assim que a indignação deixa de ser apenas revolta e se transforma em força capaz de mudar a realidade.
É por isso que decidi apresentar minha candidatura a deputado estadual.
Decidi disputar esta eleição porque me recuso a aceitar que decisões sobre nossas vidas sejam tomadas sem a participação de quem sente suas consequências. A política só faz sentido quando o povo ocupa os espaços onde seu futuro é decidido.
A violência que sofri tornou ainda mais concreta uma convicção que eu já carregava. Quando um problema atinge milhares de pessoas, a resposta não pode depender da resistência individual. Em São Paulo, um dos lugares mais ricos do mundo, a riqueza não se transforma em liberdade, segurança e bem-estar para a maioria. Poucos concentram poder e oportunidades, enquanto milhões vivem cansados, endividados e sem tempo para seus projetos.
É essa realidade que dá sentido à minha candidatura. Não prometo soluções fáceis. Acredito que a política pode transformar experiências individuais em direitos coletivos, enfrentar privilégios, disputar prioridades e organizar a esperança.
A população LGBT+ não quer apenas sobreviver à violência. Quer viver com saúde, segurança, afeto, autonomia e perspectiva de futuro. Vamos lutar por serviços públicos preparados para acolher todas as pessoas, por uma segurança pública que realmente proteja e por políticas de saúde que respeitem cada corpo e cada identidade.
Essa luta também exige enfrentar a extrema-direita e as ideologias que alimentam seu projeto de poder. O discurso red pill transforma a misoginia em revolta masculina, enquanto o racismo continua definindo quem está mais exposto à violência, à exclusão e à falta de oportunidades. Essas opressões se cruzam e atingem com ainda mais força mulheres, pessoas negras e LGBT+.
Defender a liberdade de existir é enfrentar esse projeto autoritário, defender a democracia e construir uma sociedade em que ninguém precise esconder quem é para ter seus direitos respeitados.
Nossas cidades não podem continuar organizadas para servir à especulação imobiliária, aos carros e aos grandes negócios. É preciso enfrentar o preço dos aluguéis, garantir moradia digna e recuperar os centros urbanos para quem mora, trabalha, estuda e constrói sua vida em São Paulo.
Queremos cidades vivas, com cultura, comércio, serviços públicos, espaços de encontro e uma vida noturna segura e diversa. O espaço urbano deve servir às pessoas, e não expulsá-las para cada vez mais longe do trabalho, das oportunidades e de tudo o que faz parte de suas vidas.
A crise ambiental já faz parte da nossa rotina. Está no ar poluído, nas enchentes, no calor extremo e nas horas perdidas em um trânsito cada vez mais violento, que adoece e mata.
Defendemos transporte público melhor e acessível, mais áreas verdes e segurança para quem caminha ou pedala. Também é preciso enfrentar quem lucra com a destruição ambiental e transfere suas consequências para a população. Proteger o meio ambiente é cuidar da saúde, do tempo e da vida, sobretudo nas periferias, que sofrem primeiro e com mais força os efeitos da crise.
Uma geração inteira trabalha muito, ganha pouco e ainda é acusada de não se esforçar o suficiente. São jovens adultos tentando construir uma vida em meio à precarização, ao endividamento e à insegurança sobre o futuro.
Defendemos trabalho com direitos, renda digna e proteção para quem trabalha por aplicativos, por conta própria ou fora das formas tradicionais de emprego. As grandes plataformas não podem acumular lucros enquanto transferem os riscos aos trabalhadores e controlam sua rotina por algoritmos.
Nosso compromisso é com o fim da escala 6x1 e com a redução da jornada, sem redução de salários. A tecnologia e o aumento da produtividade devem devolver tempo às pessoas, não apenas ampliar o lucro das empresas. A vida não pode ser apenas trabalhar para pagar contas. Autonomia também é ter tempo e condições para amar, criar, cuidar e escolher os próprios caminhos.
A tecnologia deveria ampliar nossa liberdade, mas muitas vezes tem servido para aumentar a exploração, o endividamento e o controle sobre nossas vidas. As grandes plataformas lucram com nossos dados e concentram poder sobre quem trabalha, vende, cria conteúdo ou simplesmente se comunica pelas redes.
Quem depende dessas plataformas não pode ficar sujeito a bloqueios arbitrários, mudanças repentinas nas regras, campanhas de ódio e decisões de algoritmos sem explicação ou direito de defesa. Defendemos mais transparência, previsibilidade e proteção para consumidores, trabalhadores e criadores.
Também vamos enfrentar o avanço das bets, sua publicidade agressiva e seu impacto sobre jovens e famílias. O futuro digital não pode ser decidido apenas pelas empresas que controlam as plataformas. A tecnologia precisa estar a serviço da sociedade.
Pessoas que já somam suas vozes a este manifesto por um Estado de São Paulo sem LGBTfobia.
Samia Bomfim
Deputada federal
Sônia Guajajara
Deputada federal
Guilherme Cortez
Deputado estadual de São Paulo
Luana Alves
Vereadora de São Paulo
Tarcísio Motta
Deputado Federal
Fábio Félix
Deputado distrital
Mônica Benício
Vereadora
Renan Quinalha
Escritor, palestrante e professor
Luana Piovani
Atriz
Milton Cunha
Carnavalesco
Grag Queen
Cantora e hostess do Drag Race Brasil
Luanda Pires
Advogada e ativista dos direitos humanos
Fontana
2x finalista do Drag Race
Kiko Mascarenhas
Ator, diretor e produtor
Rita Von Hunty
Professora, atriz e drag queen
Thiago Amparo
Professor, palestrante e colunista
Márcio Rolim
Criador de conteúdo
Presley Vasconcelos
Economista e criador de conteúdo
Chris Gonzatti
Professor, escritor e criador de conteúdo
Wanessa Wolf
Apresentadora
Ícaro Silva
Ator
Toni Reis
Professor e ativista LGBT+
Ruby Nox
Vencedora do Drag Race Brasil 2
Carmo Dalla Vecchia
Ator
Bruna Braga
Atriz e comediante
Julio & Christopher
Brasiringo · Criadores de conteúdo
Clara Novais
Jornalista e criadora de conteúdo
Milton Crenite
Médico geriatra
Bruno Branquinho
Médico psiquiatra
Priscila Muniz
Atriz e criadora de conteúdo
Mercedez Vulcão
Drag queen
Ativista LGBTQIAPN+, jornalista e cientista social.
Rafael Gonzaga é ativista LGBTQIAPN+, jornalista e cientista social. Sua trajetória política não nasceu de teoria de gabinete — nasceu da experiência concreta de quem viveu a LGBTfobia na própria pele, e decidiu transformar essa dor em ação coletiva.
Para Rafael, a LGBTfobia não é apenas uma questão de intolerância individual: é um problema estrutural que produz pobreza, desemprego e evasão escolar entre pessoas LGBTQIAPN+ em todo o Estado de São Paulo. Enfrentar essa realidade exige políticas públicas concretas, permanentes e orçamento garantido — não apenas discursos.
É por isso que sua candidatura ao cargo de Deputado Estadual pelo PSOL se organiza em torno de um compromisso: colocar o Estado a serviço da dignidade, da reparação histórica e dos direitos humanos da população LGBTQIAPN+ paulista.
Última atualização: 10/02/2020
Seus dados são importantes e nós fazemos tudo que podemos para protegê-los e usá-los de acordo com o consentimento que você nos dá ao fornecê-los. Para isso buscamos deixar claro aqui quais dados coletamos e o que fazemos com eles. Sendo assim, quando você usa o nosso site assumimos que está de acordo com os termos expressados aqui.
Se você tiver menos de 16 anos, por favor, peça o consentimento de uma pessoa legalmente responsável por você antes de colocar suas informações pessoais neste site. Caso tenhamos motivos para acreditar que alguém é menor de idade e que coletamos suas informações pessoais sem o consentimento adequado, deletaremos tais informações em um período de tempo razoável.
Podemos atualizar essa política periodicamente. Quando isso for feito, incluiremos um aviso no nosso site destacando o que foi alterado. O seu uso continuado do site após a postagem das alterações significará que você aceitou e concordou com as alterações.
Acreditamos que política se faz com participação e mobilização. E para isso precisamos da boas ferramentas de comunicação. É isso que buscamos através da coleta de dados. Podemos citar então os seguintes propósitos gerais e, dentro deles, alguns mais específicos:
1. Divulgação e mobilização.
2. Monitoramento e aprimoramento do site.
3. Melhoria da nossa atuação em redes sociais.
No caso de abaixo-assinados e petições, tendo em vista que tratam do recolhimento de assinaturas para pressionar alguém, consideramos que as informações dos campos nome, estado e cidade são públicas. Isso permite, por exemplo, que imprimamos e entreguemos uma lista de assinaturas ao alvo da ação.
Alguns formulários podem pedir explicitamente sua autorização para que usemos seus dados para algo específico, por exemplo:
Há duas formas usadas para coletar os dados:
1. Manual: quando você explicitamente fornece dados preenchendo formulários em nosso site.
2. Automática: quando os dados são coletados diretamente do seu navegador ou conexão.
Quando você navega no nosso site ele automaticamente coleta informações sobre:
Usamos cookies do Google Analytics e do Facebook para que possamos utilizar serviços deles, o que também permite que eles coletem dados sobre você, segundo suas próprias políticas de privacidade (listadas mais abaixo).
Os e-mails que enviamos também usam rastreadores de abertura e de links, para que saibamos se eles estão sendo lidos e quais links estão sendo mais acessados.
A coleta automática de dados utiliza os seguintes cookies:
Repassados ao nosso próprio site:
Repassados a outros sites ("terceiros"):
Utilizamos os seguintes serviços, cada um com sua própria política de privacidade:
Fazemos todo o possível para proteger suas informações pessoais contra perda ou usos indevidos. Mas, infelizmente, nenhum sistema de transmissão ou armazenamento de dados é totalmente seguro. Deste modo, não há como garantir a absoluta segurança dos dados. A utilização de nosso site nessas condições é uma decisão pessoal.
Pretendemos armazenar os dados coletados enquanto avaliarmos que eles podem nos ajudar nos objetivos descritos anteriormente. Mas, caso você deseje que deletemos suas informações, por favor, entre em contato conosco.
Qualquer dúvida ou pedido, por favor, entre em contato pelo nosso e-mail: Rafaelgonzagapsol@gmail.com